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Red, Acrylic on canvas, 2017.jpg
Sobre a Obra de Chae Lee

A arte da sul-coreana Chae Lee investiga os fenômenos perceptivos e ao mesmo tempo espaços vibrantes e ilusionistas através da abstração. Motivos transitórios, pós-imagens psicológicas, óticos e outras sensações muitas vezes associado com o fenômeno do apagão (ou seja: o momento na qual se desmaia ou se perdem os sentidos) ou estados alterados da mente são o ímpeto por traz das pinturas de Lee.As telas são altamente sintonizadas com a individualidade da artista e com as maneiras com o qual um blackout afeta a percepção visual do mundo que nos rodeia e faz sim que o percebamos escurecido e ofuscado. É quase como se a pintura de Lee conseguisse 'sobreviver' este tipo de ocorrência e quisesse transmitir esta experiência para quem olha para aquilo que está nas telas.

 

Consequentemente, o termo 'abstração perceptiva' que foi cunhado pelo curador William Seitz em ocasião de The Responsive Eye, uma mostra de Op Art de 1965 no MoMA de Nova York, é perfeito para definir o estilo predominante de Lee. Não há alguma dúvida de que seu trabalho tem similaridades com o tipo de efeito ótico vibrante e multifocal que foi abordado por Larry Bell, Bridget Riley, Victor Vasarely e Richard Anuszkiewicz. Portanto, as obras de Lee são um exemplo muito claro da onda 'remodernista' que ressalta a produção artística da atualidade. Na versão de Lee, o interesse nos ângulos nítidos e núcleos planos da Op Art são aprimorados por artifícios ilusionistas criados por meio de gradações cromáticas macias desenvolvidas em consistências pastosas e brilhosas.  Ela também faz uso do poderoso apelo visual que se cria quando mostra pinturas quase idênticas às juntas ou se aproximam telas que avaliar imagens específicas de formas geométricas.

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As telas de Lee marcam uma passagem do tempo tanto quando trabalhos de arte cinética: suas composições geométricas, transições cromáticas e progressões de texturas medem como nossas sensações de acordo ao tempo de observação que dedicamos a cada obra. E elas até se tornam cinéticas se formos considerar que essas telas expõem o espectador se desloque durante o período de observação das obras para poder apreciar o efeito ótico que elas propõem, e tal solicitação inclui o corpo humano dentro do sistema que permite gerar uma experiência estética.

 

A matriz cientifica no trabalho de Lee se exprime de maneira formalista e sem afetar os parâmetros clássicos da tradição pictórica. A artista usa predominantemente a pintura a óleo, e o 'conteúdo' das obras jorra para fora das telas para ocupar diversas posições no campo da semiótica sem renegar o formato bidimensional a ser pendurado ao muro que é, desde sempre, um elemento constitutivo da convenção pictórica .

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Por Kalinca Costa Söderlund

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    Fotografia e vídeos, cortesia da lista de artistas da Arriere-Garde: Fernando Foglino, Guillermo Garcia Cruz, Elle de Bernardini, Paul Chapellier,  Marcelo Amorim,

    Chae Lee, David Magila, Anaïs-karenin, Luiz Pasqualini, Camila Quintero and Tchelo, 

     

     

     

     

     

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