
A artista colombiana Camila Quintero nos prova que a complexidade e a complexidade da produção artística contemporânea se inspira em vários aspectos do modernismo, e estes elementos do contemporâneo, com uma abordagem interdisciplinar que aproxima a arte com a arquitetura, a fotografia e o design.
Alinhada com as tendências responsáveis pelo surgimento do modernismo na América Latina, Quintero continua levando em frente investigações da abstração geométrica e usa seja o automatismo fluido que aquele controlado. Mesmo assim, ela faz isto tratando de maneira inovativa e única tradição construtivista que trouxe a modernidade estética para os países Latino Americanos na metade do século vinte, sobrepondo a vertente pós-moderna à matriz modernista em direção a uma geometria distorcida e desconstruída.
Além disso, ela hibridiza essa matriz fazendo referimento às evoluções visuais e as novas possibilidades trazidas ao mundo da arte pela revolução digital e mediática. De fato, ela produz composições vectoriais em núcleos digitais. Quintero tem um passado profissional no mundo da arte gráfica e mistura formidavelmente os seus conhecimentos neste campo com referências modernistas, como por exemplo, Vassily Kandinsky, a Bauhaus e inclusive artistas como László Moholy-Nagy e Oskar Fischinger. As linguagens da pesquisa que existem hoje em dia criam domínios e plataformas virtuais que quebram como barreiras das possibilidades de se criar imagens, e artistas como Quintero fazem experimentações com as possibilidades que a nova era lhes oferece.
A obra de Quintero possui um apelo psicológico e sensorial atrelado à noção do passar do tempo e das condições variáveis da dimensão espacial. Geometria, luz, fragmentação, cor, forma, transparência, sobreposição, o potencial figurativo da abstração e o simbolismo gráfico são todos elementos com os quais a artista desperta a resposta especificação do espectador. A quintero é aquela de comunicar através de elementos gráficos e matizes atmosféricas, e de criar 'imagens abertas', ou seja, que permite às pessoas de gerar suas próprias opiniões ou 'visões' do trabalho artístico.
Por Kalinca Costa Söderlund